Bom dia, boa tarde, boa noite!
Será que é o fim do ano?
Ando filosofando demais: esses dias enquanto eu passava aquele café fresquinho, me surgiu um pensamento e, como gosto de fazer hoje em dia, eu chamei (do meu bolso) meu caro “GPTop” pra trocar uma ideia. Em suma, saí da conversa com mais ou menos isso aqui:
Não por falta de vontade, mas por excesso de pensamento, já travei diversas vezes.
“E se eu desistir no meio?”
“E se eu não der conta de sustentar?”,
“E se eu mudar de ideia?”.
Já recomecei meu canal do YouTube três vezes. Podcast com convidado, sem convidado, umas quatro vezes. O blog com as crônicas vai-e-vem há mais de 10 anos. Ideias que eu tive e nunca nem dei chance pra existir… perdi a conta.
Mas posso te falar a verdade? Tatu do bem. Ou, Tattoo do bem, dependendo da sua inclinação filosófica.
Porque desistir não é sinônimo de fracasso.
Laboratórios não são um lugar de cobrança, são um espaço de descoberta, e muitas vezes precisamos muito mais de um laboratório de experimentos do que de uma certeza absoluta.
Inspirando 💭
“Criatividade é se permitir cometer erros. Arte é saber quais manter.”
— Scott Adams
Só fui descobrir que a newsletter era o meu formato sustentável justamente porque tentei um monte de coisa antes — coisas que, obviamente, não foram adiante.
E continuo tentando.
Tem livro na fila, eu vivo considerando se começo umas lives no YouTube, fora os vídeos de Instagram/TikTok que eu tenho uns 10 gravados, uns 4 editados e nenhum postado.
Tem coisa que não vai vingar. Ou vou desistir, ou não vou priorizar e por aí vai.
Mas vou tentando, porque cada tentativa me ensina um pouco mais sobre meu próprio ato criativo, onde quero chegar e como posso ajudar.
Já me julguei demais por “desistir” de certas ideias. Mas pensa num ato inútil esse de se julgar.
Então comecei a pensar que tudo isso pode ser como um grande laboratório, e quer um laboratório melhor que a cozinha?
Você já viu alguma ‘cozinheira de mão cheia’ que aprendeu a cozinhar só lendo livro de receita?
Em algum momento, a pessoa teve que acender o fogão, errar o ponto, queimar cebola, colocar sal demais, limão de menos, queimar panela, e tentar de novo.
A criatividade funciona desse jeito: você só descobre seu prato preferido se começar a experimentar e testar os ingredientes.
A treta é que muita gente quer a garantia do prato perfeito. (E você já sabe o que eu iria escrever depois da frase…)
— Lamento, mas isso não existe.
Nosso trabalho é tentar e aprender enquanto tentamos. Aprimoramos aqui, ali, e nos conhecemos mais.
Eu arrisco dizer que mais da metade do trabalho é isso: se reconhecer na prática do ato criativo.
Desistiu do prato? Tudo bem. Amanhã é outro dia e você tenta outro.
Praticando ✍️
”Você não precisa ser ótimo para começar, mas precisa começar para ser ótimo.” — Zig Ziglar
Qual foi a última ideia que você desistiu FAZENDO?
Não é no planejamento. Não é na ideia.
É fazendo mesmo, na prática.
Pra quebrar o feitiço do “pensando demais e fazendo de menos” existe um truque simples: fazer.
Essa semana, se proponha a fazer. Tire uma ideia do papel. Erre. Repita. Aprenda. Siga adiante.
Eu tenho certeza que dentre as “receitas que um dia vou testar” aí na sua lista, muitas ficaram pelo caminho sem nunca ganharem uma chance. Não importa se vai ser ótimo, tosco, sem gosto ou delicioso… você só vai saber o sabor desse prato se você cozinhar.
E talvez você descubra, assim, o seu prato favorito dos últimos tempos.
Arregaça as mangas, vista seu avental, comece e divirta-se.




